Sem título

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As vezes amar alguém não é o suficiente para as coisas darem certo, na maioria das vezes é, mas esse não é só mais um desses casos que acontecem o tempo todo, é diferente, desde o começo éramos diferentes, nada mais justo que sermos no fim também.
Eu soube que te amava desde a primeira vez que me atrevi a dar uma espiada em ti no escuro do cinema, você estava sorrindo, eu não sei por quê, o Electro estava atacando a Times Square, qual é, isso é motivo para chorar e não sorrir, mas você era diferente dos outros, enquanto eu chorava a morte da Gwen, você só colocou o braço em volta do meus ombros e me puxou para perto, nunca me senti tão segura em toda minha vida, essa sensação se repetiu pelo menos milhões de vezes, basicamente todas as vezes em que você me abraça eu tenho essa sensação.
A primeira vez que você procurou minha mão para segurá-la foi quase surreal, lembro de ter conferido pelo menos umas dez vezes para ter certeza que aquilo estava de fato acontecendo, eu sabia que aconteceria, mas não sabia que você faria primeiro.
Você estava com os olhos fechados e estava tremendo de um jeito estranho, não tive coragem de te acordar, sua cabeça estava funda no travesseiro e eu apoiava meu queixo em seu ombro, lembro de ter sorrido feito uma idiota como se você pudesse, de alguma forma, perceber o quanto era bonito enquanto dormia, tão bonito quanto em todos os outros momentos.
Sempre gostei do jeito como você me encarava enquanto eu fazia alguma coisa, eu poderia deixar você fazer aquilo por horas, mas sempre pedia para que parasse, você ria e dizia que não estava fazendo nada, mas estava sim, você sabe que estava. Assim como sempre adorei a forma que você deitava no meu peito e respirava fundo antes de dormir, ou brincava com o meu cabelo quando eu me preparava pra dormir, ou ficava sentado na cama até eu cair no sono pra você, finalmente, poder deitar e dormir, ou quando você dormia durante o filme e eu fazia você contar o final e você inventava tudo como se tivesse assistido.
Quero que você entenda que não foram as grandes coisas que fizeram com que eu me apaixonasse, e sim as pequenas, aquelas que ninguém repara ou se lembra. Nem sei se depois de tantas coisas eu ainda posso te fazer feliz, mas se eu puder, você deixa?

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